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Mostrando postagens de março, 2016

Como poderíamos ?

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O tempo se passou, as feridas se fecharam e percebi que sem você, sou mais. Como poderíamos chamar de felicidade se, mais sofríamos do que aproveitávamos ? Como poderíamos chamar de amor se, com uma gota d'água se acabou ? Como poderíamos nos iludir pensando que era pra sempre ? Como poderíamos não abrir mão de nada e de tudo ao mesmo tempo ? Como poderíamos nos amar e destruir tudo ao nosso redor ? Como poderíamos nos ferir e depender um dos erros do outro ? Valeria a pena ? Errarmos e nos arriscarmos ? Matar e destruir tudo inclusive nos mesmo ? E no fim de nossos erros, nos matamos primeiro.

Belo predador.

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Botas, rasgos e jeans, Perfume tentador, olhar sedutor, belo predador, Seu cheiro me chama, sua boca me canta, seu jeito me encanta, Cafajeste de marca maior, tentação ainda maior, o proibido é bem melhor. Roupas espalhadas, camisas rasgadas, bela presa eu sou. Pele quente e macia, torna a minha fúnebre e fria, Boca selvagem, deixa a minha na margem, Me fazendo perder o controle, me deixando selvagem, Alucinado com seus suspiros, amantes de seus mimos. Viciante e enebriante, seu gosto é perigoso. Bela presa eu sou, não é predador ?

Ao meio.

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Dividida em dois. Partida bem ao meio. Qual dos dois ? Uma disputa que parecesse infinita. Sem medida ainda. Paixões ocultas, que o medo corrói E destrói. Por que nós ?

Incêndio e fumaça.

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Assim como o amor começa de uma simples faísca e vira um enorme incêndio. Um fogo forte e resistente, uma química quase perfeita, ele pode acabar com uma simples gota d'água. Tudo desaparece e sobra só fumaça e as marcas da destruição, que deixa um lugar a ser preenchido por um fogo maior ainda.

Medo.

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Porque o medo ? Sou só eu. Não esconda o que sente, se que é que sente, me mostre. Quero mostrar também, mais acho que nos dois estamos sendo prisioneiros do medo um do outro. Uma hora carinhoso e delicado, carinhos e calor, em outra confusão e brigas, selvageria. Confusão se instala e ai começa tudo de novo, e nesse meio tempo, desejo vai preenchendo os espaços vazios, o ciclo vicioso. Me mostre, sem saber do amanhã. Me mostre, se é que sente.