Ela estava com seus exércitos em pé, prontos pra ataque, seus muros e barreiras estavam mais altos e fortes do que nunca, protegendo seus sentimentos da crueldade das pessoas, protegendo ela das pessoas. E lá estava ela, com suas ironias e seu sarcasmo, suas patadas e tiradas, ninguém se metia com ela, ela sorria orgulhosa disso, era perigosa. Até ele chegar. Seu sorriso irônico sumiu, sendo engolido a seco, seu olhar maldoso foi substituído por medo, a menina má entrou em pane. Sua cura tinha chegado, aqueles olhos que transbordavam bondade, aquele sorriso psicopático falso, ele se sentou do seu lado e ela fechou a cara, beliscando suas batatas fritas, ele sorrio pra ela, ela arregalou os olhos. Depois de palavras trocadas e meses de amizade, seu exército estava no chão, os muros destruídos e em chamas, ela estava desprotegida e isso a assustava, ela não conseguia mentir pra ele, enganar ele, nem negar que ele mexia com ela, que ele era bom pra ela, que ele destruía suas barreiras ...