Estranho
O vento açoitava as madeixas loiras da moça, o vento era frio e úmido, aliviando o calor que se encontrava em sua pele, agora descoberta. O banco era frio e duro, feito de pedra e o parque no qual ela se encontrava estava vazio, o dia estava coberto por nuvens negras carregadas, trovões eram sua trilha sonora e raios brilham em seus olhos verdes, parecia que o tempo tinha adivinhado seu humor.
Suas bochechas se encontravam quentes e vermelhas de raiva.
-Quem ele pensa que é ? -Ela perguntou pra si mesma, estava sozinha mesmo, ninguém poderia lhe apontar o dedo e lhe chamar de louca.
Depois de tudo, todo os momentos felizes e depois toda a avalanche de lágrimas e o furacão de mágoa ele aparece com a cara mais lavada do mundo pedindo ela de volta, como se ela não fosse nada, a não ser um brinquedo quebrado na qual ele queria de volta. Não, ela não o queria de volta, as cenas de mais cedo lhe voltaram a mente, repassando como um filme infernal.
-Cuidado, seus olhos estão querendo fritar alguém. -Uma voz desconhecida surgiu ao seu lado, a fazendo dar um pulo de susto.
Ela olhou pro dono da voz, os cabelos caindo nos olhos azuis, a pele branca e rosada por causa do frio e um sorriso nos lábios macios.
Ela o encarou e ele se sentou ao seu lado, ela fechou a cara pro desconhecido e ele continuo com seu sorriso enquanto a olhava.
-Dia ruim ? -Ele perguntou enquanto se ajeitava no banco.
Ela cruzou os braços.
-Muito ruim.
Ele balançou a cabeça assentindo.
-Imagino.
-Não imagine, acho que não gostaria de estar no meu lugar. -Ela falou ríspida.
-Uou, o que te deixou tão estressada ? -Ela sorriu docemente pra ele.
-Não te interessa. -Ele ergueu as sobrancelhas, surpreso e atordoado pela grosseria da jovem angelical sentada a seu lado.
Ela parecia um anjo, pele clara, cabelos dourados, olhos verdes claros, bochechas rosadas e pequenas sardas distribuídas por ali, mais era amarga como féu.
-Alguém quebrou seu coração foi ? -Ele perguntou ousado, ganhando um olhar de surpresa e mágoa da moça.
-Não tenho um coração. -Ele a olhou fascinado.
-Ah não ? Pegue um. -Um pequeno sorriso dançou nos lábios dela, os ombros da mesma relaxaram e um pouco de sua raiva se dissipou.
-Como ? Roubando ? -Ela perguntou ao estranho, ele sorriu, mostrando os dentes brancos e perfeitamente alinhados, a jovem lhe olhou, suavemente encantada.
-Pra tudo tem um jeito.
Ela fechou a cara novamente, lembrando do estado de seu coração, coitadinho, virou pó, e o quanto dói ter um.
-Não quero um coração. Sou feliz sendo assim, fria, seca e sem cor. -Os olhos da mesma ficaram vazios, o pequeno brilho que tinha ali poucos segundos atrás se dissipou. -Uma canalha.
-Sim, uma canalha com os que querem te regar, esquentar e te colorir. -Ela ergueu seus olhos surpresos, encontrando os azuis dele.
Ela estava surpresa, então sem nada a dizer só o observou, ele desviou suas safiras e observou a ventania balançando os pinheiros no limite do parque, o lago estava calmo, trazendo o ar gélido e úmido em suas faces.
-Ás vezes, nos privar de uma coisa não significa que ela não irá te machucar.
O silêncio reinou, enquanto ela refletia, perdendo-se nos detalhes suaves do rosto dele tão delicado, quando os olhos dele se perderam nos dela seu coração frio voltou a bater.
Suas bochechas se encontravam quentes e vermelhas de raiva.
-Quem ele pensa que é ? -Ela perguntou pra si mesma, estava sozinha mesmo, ninguém poderia lhe apontar o dedo e lhe chamar de louca.
Depois de tudo, todo os momentos felizes e depois toda a avalanche de lágrimas e o furacão de mágoa ele aparece com a cara mais lavada do mundo pedindo ela de volta, como se ela não fosse nada, a não ser um brinquedo quebrado na qual ele queria de volta. Não, ela não o queria de volta, as cenas de mais cedo lhe voltaram a mente, repassando como um filme infernal.
-Cuidado, seus olhos estão querendo fritar alguém. -Uma voz desconhecida surgiu ao seu lado, a fazendo dar um pulo de susto.
Ela olhou pro dono da voz, os cabelos caindo nos olhos azuis, a pele branca e rosada por causa do frio e um sorriso nos lábios macios.
Ela o encarou e ele se sentou ao seu lado, ela fechou a cara pro desconhecido e ele continuo com seu sorriso enquanto a olhava.
-Dia ruim ? -Ele perguntou enquanto se ajeitava no banco.
Ela cruzou os braços.
-Muito ruim.
Ele balançou a cabeça assentindo.
-Imagino.
-Não imagine, acho que não gostaria de estar no meu lugar. -Ela falou ríspida.
-Uou, o que te deixou tão estressada ? -Ela sorriu docemente pra ele.
-Não te interessa. -Ele ergueu as sobrancelhas, surpreso e atordoado pela grosseria da jovem angelical sentada a seu lado.
Ela parecia um anjo, pele clara, cabelos dourados, olhos verdes claros, bochechas rosadas e pequenas sardas distribuídas por ali, mais era amarga como féu.
-Alguém quebrou seu coração foi ? -Ele perguntou ousado, ganhando um olhar de surpresa e mágoa da moça.
-Não tenho um coração. -Ele a olhou fascinado.
-Ah não ? Pegue um. -Um pequeno sorriso dançou nos lábios dela, os ombros da mesma relaxaram e um pouco de sua raiva se dissipou.
-Como ? Roubando ? -Ela perguntou ao estranho, ele sorriu, mostrando os dentes brancos e perfeitamente alinhados, a jovem lhe olhou, suavemente encantada.
-Pra tudo tem um jeito.
Ela fechou a cara novamente, lembrando do estado de seu coração, coitadinho, virou pó, e o quanto dói ter um.
-Não quero um coração. Sou feliz sendo assim, fria, seca e sem cor. -Os olhos da mesma ficaram vazios, o pequeno brilho que tinha ali poucos segundos atrás se dissipou. -Uma canalha.
-Sim, uma canalha com os que querem te regar, esquentar e te colorir. -Ela ergueu seus olhos surpresos, encontrando os azuis dele.
Ela estava surpresa, então sem nada a dizer só o observou, ele desviou suas safiras e observou a ventania balançando os pinheiros no limite do parque, o lago estava calmo, trazendo o ar gélido e úmido em suas faces.
-Ás vezes, nos privar de uma coisa não significa que ela não irá te machucar.
O silêncio reinou, enquanto ela refletia, perdendo-se nos detalhes suaves do rosto dele tão delicado, quando os olhos dele se perderam nos dela seu coração frio voltou a bater.

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