A insegurança me rasga, me partindo ao meio, me dilacerando e plantando pequenas sementes de dúvida, que florescem e liberam o pólen do desespero, germinando a possessividade e sendo regada com lágrimas de mágoa.
O frio da falta da sua presença Alimenta minha insônia O brilho das estrelas já não Me saciam a companhia. Você, fugaz andorinha Quando me acostumo com sua ausência O vento te traz de volta Acabando com minha agonia. Leviana, minha vontade de você Que saudade de te ter.
Quero voltar pro oásis Que é estar em teus braços. Quero me afundar em nossa bagunça. Só nossa. Não vejo a hora de fugir com você. Tão inesperado. E quando vejo, já estou sendo carregada, Levada por pernas hipnotizadas, Que sem descanso te caçam. Quero me perder do mundo e Só descansar, Quando me encontrar em você.
As cores chovem escorrem enquanto caímos um no outro. Já pensou em se afogar nisso ? Sentir entrando, queimando Enquanto aos poucos Você é feito de bobo Vítima de você mesmo. Beija-me, afoga-me, mas pelo menos espero que seja recíproco.
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