Madrugada
A noite, enquanto todos dormem,
enquanto confortavelmente estão
aproveitando o calor da cama
e a segurança de suas casas,
estamos na rua.
Os pés ansiosos caminhando,
titubiando, correndo, trotando.
O caminho já decidido,
a trilha já conhecida.
Ansioso o sangue dispara
em nossas veias,
o êxtase encontra o alcoól.
Copos são cheios a garrafa
é abandonada,
cigarros são acesos
desejos são consumados.
Mesmo sentados no meio fio,
aéreos, alheios aos olhares desconhecidos,
continuamos a rir,
a felicidade encontrada no copo.
A razão deixa os sentidos,
o corpo já entorpecido,
os lábios adormecidos.
Um beijo é dado,
os lábios, quentes e macios
são convidativos demais pra recusar
mesmo em segredo ainda realizamos
aquele desejo infame e enlouquecido.
O cigarro é esquecido
enquanto as vontades se encontram
brigam na boca um do outro,
mesmo sendo envoltos na fumaça
o mundo é esquecido,
pelas mentes zonzas e levadas
pelo enleio que corre em suas veias.
Aperto, ofego, soluço, voz e desejo.
enquanto confortavelmente estão
aproveitando o calor da cama
e a segurança de suas casas,
estamos na rua.
Os pés ansiosos caminhando,
titubiando, correndo, trotando.
O caminho já decidido,
a trilha já conhecida.
Ansioso o sangue dispara
em nossas veias,
o êxtase encontra o alcoól.
Copos são cheios a garrafa
é abandonada,
cigarros são acesos
desejos são consumados.
Mesmo sentados no meio fio,
aéreos, alheios aos olhares desconhecidos,
continuamos a rir,
a felicidade encontrada no copo.
A razão deixa os sentidos,
o corpo já entorpecido,
os lábios adormecidos.
Um beijo é dado,
os lábios, quentes e macios
são convidativos demais pra recusar
mesmo em segredo ainda realizamos
aquele desejo infame e enlouquecido.
O cigarro é esquecido
enquanto as vontades se encontram
brigam na boca um do outro,
mesmo sendo envoltos na fumaça
o mundo é esquecido,
pelas mentes zonzas e levadas
pelo enleio que corre em suas veias.
Aperto, ofego, soluço, voz e desejo.

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